Considerações sobre a sintomatologia na histeria de angústia e na paranóia

Cláudia Andréa Gori

Resumo


O ponto de partida deste trabalho é a idéia freudiana de que o sintoma é uma formação de compromisso que denuncia a presença de um sofrimento que é derivado de uma forma de funcionamento psíquico. Assim, neste trabalho apresento uma proposta de leitura a respeito das relações possíveis de serem estabelecidas entre o sintoma e a forma de funcionamento psíquico sobre a qual ele se assenta. A questão central em torno da qual esta reflexão se faz presente, é o problema da identificação de uma determinada forma de funcionamento psíquico por meio da visibilidade dos sintomas e o conseqüente distanciamento de uma das pedras fundamentais que Freud estabeleceu nas origens da psicanálise: o Inconsciente e a necessária invisibilidade que ele implica. Essa proposta de leitura tem como substrato teórico alguns fragmentos de textos freudianos que se referem à questão da sintomatologia em duas distintas formas de funcionamento psíquico, a saber: a histeria de angústia e a paranóia. Nesses fragmentos, o enfoque do trabalho recai sobre a sintomatologia presente nestes casos específicos de histeria de angústia e de paranóia e evolui para algumas considerações metapsicológicas a respeito do posicionamento que o sujeito assume diante de seu próprio sintoma e da realidade externa. Palavras-chave: sintomatologia, psiquismo, inconsciente, histeria de angústia, paranóia

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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