Os estados limite e o trabalho do negativo: uma contribuição de A.Green para a clínica contemporânea

Claudia Amorim Garcia

Resumo


Este artigo se constitui numa discussão sobre a clínica dos estadoslimite a partir da contribuição de A Green. O texto apresenta a contribuição greeniana sobre os estados-limite ao longo de duas décadas, partindo da premissa de que uma teoria explicativa desses casos exige a consideração das vicissitudes do objeto, da construção dos limites psíquicos e do trabalho do negativo. O argumento central gira em torno da hipótese de que nesses casos, que caraterizam o que vem sendo denominado de clínica do vazio, a onipresença do objeto invasivo e a inaccessibilidade do objeto idealizado interferem gravemente na capacidade de construir representações, problema central na clínica dos estados-limite. A impossibilidade de constituir a ausência enquanto presença empotencial impede o pensamento e o acesso ao desejo, enquanto que as angústias de fusão e de separação atestam a fragilidade dos limites psíquicos, nestes casos, demonstrando que o objeto não se deixou apagar. Na conclusão, o artigo sugere que o trabalho do negativo, em seus aspectos estruturantes, não acontece de maneira satisfatória com esses pacientes que parecem, ao contrário, à mercê de seus efeitos patológicos dramaticamente encenados nas manifestações de depressão primária e nas graves conseqüências da cisão, muito freqüentes nestes casos. Palavras-chave: estados-limite, trabalho do negativo, pensamento, angústia de intrusão, angústia de separação.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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