Corpos invasivos e violentos: subjetivação e incorporação dos sentidos em Foucault e Merleau-Ponty

Fernando de Almeida Silveira

Resumo


Michel Foucault estuda o corpo enredado, submetido aos embates das forças dos poderes-saberes que se articulam estrategicamente na história da sociedade ocidental. Por sua vez, Merleau-Ponty visa à experiência sensível que germina enquanto estrato originário da correlação corpo próprio-mundo, como uma região de sentidos que não se limita a seus significados histórico-culturais pois representa nossa abertura ao Ser em geral. Esta pesquisa parte da concepção foucaultiana de corpo enredado e procura analisar em que medida o ponto de vista de Merleau-Ponty de experiência sensível se define como ato violento no extravasamento das percepções, a partir do exemplo da correlação entre sono e vigília, no processo de encarnação e deslocamento dos sentidos do sujeito da experiência fenomênica. Verificou-se que é somente Merleau-Ponty que propõe uma articulação entre enredamento e corpo germinado através da qual percepção e subjetivação podem se remeter mutuamente. Este trabalho se desenvolve através da leitura de bibliografia dos referidos autores, comentaristas e de outros autores da filosofia moderna, em um enfoque transdisciplinar, que se remete tanto ao campo da psicologia como ao da filosofia, na medida em que se analisa a complexa correlação entre o corpo vivido e o corpo histórico, e o processo de construção da identidade do sujeito moderno (Agência Financiadora: FAPESP). Palavras-chave: corpo, alma, Foucault, Merleau-Ponty, Psicologia.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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