Da arte ao ofício: vivências de sofrimento e significado do trabalho de professor universitário

Luciano Mendes, Carlos Jaelso Albanese Chaves, Maria Cecília dos Santos, Gustavo Adolfo Ramos Mello Neto

Resumo


O presente artigo relata investigação cujo objetivo foi o de descrever os significados do trabalho e o sofrimento na profissão de docente. Mais especificamente, tratou-se de entrevistar professores ligados aos departamentos de Física, de Estatística e de Matemática da Universidade Estadual de Maringá (UEM), tomando em conta essa temática. O referencial teórico utilizado discorre sobre o sofrimento e o significado do trabalho, tanto quanto se buscam na Psicanálise e na Psicopatologia do Trabalho, explicações mais abrangentes para se entender como essas relações de prazer/ desprazer seriam vivenciadas pelos indivíduos no âmbito da sociedade. A pesquisa realizada foi de caráter qualitativo, pois, quando se trata de sentimentos, a pesquisa quantitativa tornase, a nosso ver, insuficiente, devido às vivências de sentimentos serem experimentadas por cada indivíduo do ponto de vista de sua singularidade. Os resultados mostraram que, apesar de a profissão de docente ser gratificante, por utilizar-se das faculdades mentais, como num processo de criação artística, o sofrimento no trabalho, pelo menos aquele dos professores entrevistados, é muito evidente e, em grande parte, relacionado com a instituição e seus problemas. Conclui-se, portanto, que nem mesmo profissões criativas, como a de docente, estão livres de fortes sentimentos de desprazer, além de tudo porque, como aponta Freud (1930/1976), o sujeito não consegue obter plena satisfação vivendo em sociedade, devido à renuncia instintiva (pulsão) que deve realizar. Palavras-chave: sofrimento no trabalho, trabalho, professores universitários, psicopatologia do trabalho, psicanálise e trabalho.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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