Perversão: uma estrutura, uma montagem ou outra coisa?

Maria Tereza Perez, Caio César Souza Camargo Próchno, João Luiz Leitão Paravidini

Resumo


No presente artigo, a partir de questionamentos oriundos de uma pesquisa sobre a possível clínica da perversão, a diferenciação entre montagens perversas e identidade estrutural se situou como um nó central. Portanto visou-se nesse trabalho fazer um contraponto entre montagem e estrutura perversa através da narrativa produzida de duas vinhetas clínicas e de suas subseqüentes análises. Por estrutura podemos entender um conjunto de um sistema de elementos que obedecem a leis internas de funcionamento de modo que se um dos elementos se mover, a lógica que regula o conjunto também modifica os demais elementos da estrutura. Por outro lado, montagem seria a reunião de partes de modo que possam funcionar e cumprir um fim utilitário. O desdobramento produzido em tais análises levou-nos a caracterizar através da nomeação de funções, as diferentes faces que o Outro assume na perversão, em que a engenharia do fetiche faz sua diferença. Porém, ao percorrer o caminho do estruturalismo na psicanálise, via Lacan, foi possível considerar alguns impasses que se desenharam quando este psicanalista procurou engendrar sujeito e estrutura. Nesse sentido, apesar da diferenciação apontada entre montagens e identidades estruturais, outra coisa toma a cena clínica como sendo o fundamental na clínica das perversões. Palavras-chave: perversão, estrutura, montagem, outro, sujeito.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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