As tecnologias, as subjetividades contemporâneas e o (hiper)controle

Cristianne Maria Famer Rocha

Resumo


Vivemos, atualmente, sob a égide de uma ordem discursiva que nos sugere existir uma série de vantagens relacionadas à introdução e à manutenção das “novas” tecnologias em nossas vidas. Ao mesmo tempo, é preciso analisar o quanto esta potente ordem discursiva fortalece um sistema de pensamento, típico das sociedades de controle, onde os inúmeros recursos e produtos (sobretudo os tecnológicos) oferecidos e disponibilizados no “mercado”, visam, quase que exclusivamente, que nos tornemos sujeitos hipercontrolados. Com o objetivo de refletir sobre alguns dos discursos produzidos e veiculados em duas revistas de circulação nacional (Veja e IstoÉ), busca-se compreender a produtividade destes textos e imagens que sugerem o que devemos fazer e quais tecnologias, mecanismos ou instrumentos devemos utilizar para vivermos melhor o presente e o futuro, ainda que nos tornemos virtualizados, digitalizados, biônicos, chipados, controlados e sós. As promessas são muitas, e analisar tais discursos nos permite reconhecer a multiplicidade e a instabilidade dos mesmos, as ênfases e os recursos utilizados, além das possíveis relações com outros discursos que circulam e fortalecem a necessidade de vivermos um uma sociedade altamente tecnológica, mesmo que o custo dos benefícios anunciados produza, entre outros malefícios, um (hiper)controle sobre todos nós. Palavras-chave: tecnologias, subjetividades, sociedade de controle, (hiper)controle, mídia

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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