Da angústia ao suicídio

Maria Virgínia F. Cremasco, Marcos Vinícius Brunhari

Resumo


Sob o título “Da angústia ao suicídio” este trabalho se propõe, a partir de uma revisão de textos psicanalíticos, a examinar a articulação entre a angústia e o suicídio. A angústia será detalhada de acordo com a teoria psicanalítica enquanto o suicídio será definido como escolha pelo término da própria existência, isto é, uma ação contra a própria existência, consistindo uma tentativa ou um ato suicida. Serão pontuadas as reflexões de Freud e o desenvolvimento de seu pensamento sobre a angústia, um afeto que surge do fato do eu se esforçar pelo prazer e buscar evitar o desprazer e, com um aumento de desprazer, emitir um sinal de angústia. A partir das reflexões de Freud, será destacado como Lacan postula a angústia desde considerações sobre a falta estrutural. Para Lacan, na angústia o que está em pauta é que essa falta pode faltar. O surgimento da angústia se produziria no momento em que o lugar da falta, (-?), fosse ocupado pela intervenção flagrante do objeto a. É na relação do sujeito com o objeto a que Lacan indica a passagem ao ato como um momento em que o sujeito se precipita fora da cena, ou seja, o sujeito sai da cena, na qual constitui-se como tal, como portador da fala e retorna à exclusão fundamental. Também sobre a relação do sujeito com o objeto a será feita referência ao acting out. Desta forma, tanto a passagem ao ato quanto o acting out podem ser vistos como ações frente a angústia. Palavras-chave: angústia, suicídio, objeto a, passagem ao ato, acting out.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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