Uma Pílula para (não) viver

Rita de Cássia dos Santos Canabarro, Márcia Barcellos Alves

Resumo


Este trabalho constitui-se como uma tentativa de tecer um entendimento sobre o que perpassa a grande busca pelo uso de medicamentos psicotrópicos, verificada hoje, nas sociedades ocidentais. O uso de substâncias psicoativas acompanha o homem desde os primórdios de sua história. Utilizadas com diferentes finalidades, a gama dessas substâncias teve o acréscimo dos medicamentos psicotrópicos, na década de 1950, quando os primeiros psicofármacos foram produzidos. Desde então, os medicamentos legalizados e capazes de alterar os sentidos, vêm ganhando popularidade nas sociedades ocidentais, onde dão vazão ao que hoje é visto como um fenômeno de medicalização social. Desse modo, almejamos contemplar neste artigo um dos papéis que as substâncias psicoativas desempenham na vida cotidiana dos sujeitos, a saber, o de anestésico do desejo. Além disso, procuramos expor, também, algumas das modificações enfrentadas pela ciência e pelas sociedades ocidentais nos últimos séculos e que demonstram ter estreita relação com o fenômeno estudado. Para tanto, o trabalho foi estruturado a partir da realização de uma pesquisa bibliográfica em psicanálise, que se dedicou ao estudo e à análise de obras de sociólogos e psicanalistas. Embora esteja sendo foco de estudos recentes, por tratar-se de um tema ainda novo, esse assunto merece a realização de novas pesquisas. Palavras-chave: medicamentos psicotrópicos; contemporaneidade; psicanálise; sujeito; anestesiamento.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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