O Adolescente que Cometeu Abuso Sexual Extrafamiliar: Motivação e Sofrimento

Florença Ávila de Oliveira Costa, Liana Fortunato Costa, Maria Inês Gandolfo Conceição

Resumo


Este artigo busca analisar os sentidos subjetivos que adolescentes que cometeram abuso sexual atribuem à violência cometida. Esta é uma realidade pouco conhecida e discutida no Brasil. O estudo evidencia aspectos da subjetividade de dois adolescentes a partir da análise de entrevistas clínicas. O estudo da subjetividade desses adolescentes permite conhecer sua realidade social, assim como conhecê-los em sua singularidade para que tenham acesso à atenção específica e não mais cometam abusos sexuais. Recorreu-se à Teoria da Subjetividade de González Rey como fundamentação teórica e ao seu método construtivo-interpretativo. Os resultados evidenciam que a violência configura-se um marco que limita o desenvolvimento desses adolescentes, seja por dimensões individuais ou sociais. Muitas são as contradições que constituem sua subjetividade: curiosidade e repressão da sexualidade; experimentação do ato sexual e arrependimento; relação submissa à mãe controladora e dominadora; desejo e culpa. Ressalta-se a importância do compromisso ético e social da psicologia diante desta realidade complexa. Não se trata apenas de promover o desenvolvimento psíquico saudável desses adolescentes, mas também de empreender o rompimento do ciclo de violência sexual e social. Palavras-chave: Adolescente, Abuso sexual, Violência extrafamiliar, Subjetividade.

Palavras-chave


Adolescente, Abuso sexual, Violência extrafamiliar, Subjetividade.

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DOI: https://doi.org/10.5020/23590777.14.1.94-104

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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