Corpo e Marca: Tatuagem como Forma de Subjetivação

Sybele Macedo, João Luiz Leitão Paravidini, Caio César Souza Camargo Próchno

Resumo


O artigo tem a intenção de discutir as práticas corporais da pós contemporaneidade, iniciando com a ideia de corpo desenvolvida pela psicanálise. Tais práticas, analisadas a partir da ideia de constituição do eu freudiano e da cultura do consumo, representam a problemática fundamental deste ensaio. Para essa empreitada, tomamos como partida a psicanálise e nos fundamentamos, principalmente, nos conceitos de Freud e Lacan, para compreendermos a apropriação do corpo pelo sujeito e as dinâmicas identificatórias envolvidas nesse processo. A sociedade de consumo e a manipulação do sujeito pelo sistema capitalista transformam o corpo em objeto de troca e fetiche, tornando-se, ele mesmo, um sintoma da cultura. Nesse contexto, a tatuagem surge como um ato que reordena socialmente as relações do sujeito com seu corpo e como tentativa de bordejar as angústias que assolam o sujeito pós moderno. Iniciamos com um breve histórico sobre o corpo até chegarmos à contemporaneidade. Percorremos os conceitos de narcisismo e do estádio do espelho, passando pela divisão fundamental do sujeito e pela noção de gozo, balizados nas teorias de Freud e Lacan. A partir do conceito de mal estar, desenvolvido por Freud em 1930, nos propomos a discutir o corpo, à luz da cultura de consumo, como objeto de gozo e fetiche para, finalmente, analisarmos a body art, mais especificamente a tatuagem, como forma de subjetivação. Palavras-chave: Corpo, Marca, Tatuagem, Gozo.

Palavras-chave


Corpo, Marca, Tatuagem, Gozo.

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DOI: https://doi.org/10.5020/23590777.14.1.152-161

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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