O Corpo como Suporte para a Inscrição do Sintoma

Danielle Curi, Maria das Graças Leite Villela Dias

Resumo


Foi a partir do sofrimento e do sintoma exibido no corpo que as histéricas levaram Freud a construir a psicanálise. Desde então, sabemos que há algo de revolucionário no olhar psicanalítico sobre o corpo, que é absolutamente distinto do olhar da medicina, uma vez que, para a psicanálise, o ser humano não se restringe ao corpo biológico. Ao trabalhar com as histéricas, Freud percebe que a fala delas demonstra o desejo, expresso pela via do sintoma. O que significa dizer que a teoria psicanalítica coloca em evidência, entre outras coisas, o corpo como efeito do inconsciente, marcado pela linguagem, lugar de realização de um desejo, bem como de satisfação da pulsão. Assim, o corpo, na perspectiva psicanalítica, se apresenta como resultado da relação entre o psíquico e o somático, por meio do qual se evidencia o conceito de pulsão: o corpo é, ao mesmo tempo, fonte e lugar de satisfação da pulsão. E os sintomas, por sua vez, localizam a relação que se estabelece com o modo de gozo do sujeito. Partindo dos caminhos da formação do sintoma histérico, em sua dupla vertente – sentido e gozo – abordaremos o caso Elizabeth von R., visando elucidar seu sintoma de conversão em suas relações com o falo e o gozo fálico.

Palavras-chave


corpo; inconsciente; sintoma de conversão; falo; gozo fálico.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.14.3.463-474

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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