As Relações de Trabalho nas Organizações Estratégicas e os Jogos de Azar: Fontes para Analisarmos o Modo de Subjetivação na Sociedade Contemporânea

Guilherme Elias da Silva, Francisco Hashimoto

Resumo


Analisar o trabalho no contexto do final de século XX e início do século XXI é pensar em multiplicidade, multicausalidade e transversalidade. Trata-se de um fenômeno complexo, cada vez mais multifacetado e heterogêneo, e compreendê-lo pressupõe fazer escolhas e problematizar questões centrais que possam avançar na construção do conhecimento na área. A análise da estrutura das chamadas “organizações estratégicas” e das relações que são estabelecidas nesse campo é central para nossa discussão, já que esse modelo estratégico de administração é uma das principais ferramentas do capitalismo monopolista-financeiro. As organizações estratégicas desenvolvem métodos políticos de administração à distância (gestão afetiva de captura psíquica), difundem uma ideologia, uma religião da empresa e, desse modo, conseguem uma adesão fiel de seus membros, através da influência sobre estruturas inconscientes da personalidade destes. A análise das relações estabelecidas nos jogos, em especial, nos jogos de azar – os modos de vida desenvolvidos neles e por eles –, como também de seus respectivos mal-estares, torna-se promissora, caso vislumbrados à lente analítica das políticas de gestão das organizações estratégicas, uma vez que ambos revelam-se como fenômenos sociais com processos de subjetivação característicos que permitem uma leitura das feições psíquicas, políticas, éticas e também antropológicas que compõe nossa sociedade. O referencial teórico norteador do estudo foi a psicossociologia.

Palavras-chave


relações de trabalho; organizações estratégicas; jogos de azar; psicossociologia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.14.3.510-524

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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