Vergonha: Acrescentando um pouco de Tempero

Polyana Schimith, Sávio Silveira de Queiroz, Alberto Murta

Resumo


O objetivo deste artigo é investigar, à luz do Seminário, livro 17: O avesso da psicanálise, de Jacques Lacan, o estatuto da vergonha na contemporaneidade. O conceito lacaniano de vergonha indica que esse sentimento tem uma relação intrínseca com significante-mestre. Lacan mostra que o sentimento de vergonha está desaparecendo. Essa afirmação nos intrigou e nos fez questionar o que está causando a ausência da vergonha em nossa sociedade. Observamos que houve uma mudança sociedade: o gozo que antes deveria ser encoberto com o véu da vergonha passou a ser escancarado e desavergonhado. Paralelamente, ocorre uma mudança no estatuto do superego, que agora pode ser lido como portador do imperativo de gozo. Mesmo afirmando a ausência da vergonha, Lacan não deixa de apontar que esse é um sentimento importante para a sociedade, bem como para a experiência de análise, pois nos ajuda a lembrar que temos um significante-mestre de onde provém o gozo. Lacan sugere que, durante uma análise, é desejável reconfigurar a vergonha de outra forma.

Palavras-chave


vergonha, gozo, significante-mestre, Psicanálise, supereu.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.15.1.17-23

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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