Subjetividade e saúde coletiva: produção de discursos na re-significação do processo saúde-doença no pós-moderno

Cristian Fabiano Guimarães, Stela Nazareth Meneghel

Resumo


Este artigo aborda a construção da saúde a partir do nascimento da medicina social, no século XVIII, e do advento da clínica individual. Analisa o desenvolvimento do conceito de saúde, demonstrando que as práticas em saúde, o trabalho dos profissionais neste campo e a (des)organização do mundo pósmoderno inferem novos significados para o processo de saúdedoença ou para a representação da enfermidade. Os modos de subjetivação contemporâneos assumem lugar de destaque, pois afirmam a ideologia neoliberal e confirmam a cadeia normativa e disciplinar das ciências da saúde, oferecendo reconhecimento social para tais práticas em saúde coletiva. Com isso, vemos a multiplicação dos efeitos iatrogênicos das ciências da saúde e a destituição da autonomia do sujeito sobre si mesmo e sua saúde, a captura do desejo e o investimento narcísico no gozo da técnica. Por fim, aponta a necessidade da psicologia social de se apropriar da saúde coletiva, contribuindo com o entendimento da saúde e da subjetividade do sujeito.

Palavras-chave


saúde coletiva, subjetividade, relações de trabalho

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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