Rompimento amoroso, depressão e auto-estima: estudo de caso

Dilcio Dantas Guedes, Julieta Monteiro-Leitner, Karine Cardozo Rodrigues Machado

Resumo


Estudo de caso sobre a vivência psicoterápica de um adulto (22 anos), em momento de crise relacionada à ruptura de uma relação amorosa. O processo psicoterápico desdobrou-se em duzentas sessões e follow up. Os dados foram colhidos através de registros das sessões, Versões de Sentido, Inventário de auto-estima de Coopersmith (SEI), Inventário de Depressão de Beck (IBD) e um Questionário de triagem de Depressão fundamentado no DSM IV (QTD). Suspeitávamos que quanto maior fosse sua aceitação sobre sua condição psicológica, maior seriam seus índices de auto-estima; e quanto maior fosse sua autonomia, menor seriam seus índices de depressão. Os resultados apontaram que o cliente aprofundou a percepção de sua condição de responsabilidade existencial e entrou em contato com sua insegurança, identificada a causas externas, sobretudo ante experiências nas relações amorosas. Assim, percebeu-se em progressivo contato com seus sinais somáticos, compreendendo-os e os integrando à sua forma de estar-no-mundo. Tal compreensão pareceu colocá-lo na perspectiva de responsabilizar-se pelos seus projetos existenciais, assumindo uma forma autêntica de viver e pensar sua psicopatologia.

Palavras-chave


perturbação psicótica breve, depressão, autoestima, rompimento amoroso, psicoterapia

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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