Psicanálise e Ciência: o encontro dos discursos

Sonia Alberti, Luciano Elia

Resumo


A rejeição à psicanálise por parte de inúmeros autores que se pretendem defensores do discurso científico, pela via que não deixa de ter seu lastro no positivismo, exige do psicanalista uma verificação dos paradigmas que articulam Psicanálise e Ciência. A particularidade da proposta desse texto é o fato de que parte de uma análise histórica em associação com a posição de Freud para então identificar três momentos no ensino de Lacan em que este interroga as relações da Psicanálise com a Ciência. Inicialmente, responde à pergunta se a psicanálise pode ser uma ciência com a associação da psicanálise às ciências conjecturais, na contraposição das ciências experimentais. Já nesse momento distinguia claramente a psicanálise das ciências ditas humanas. No entanto, essa não deixa de ser uma proposta que, com Popper, corre o risco de enfatizar mais ainda a visão positivista da epistemologia. A grande virada será dada no momento em que Lacan situa o sujeito no centro dessa questão, ao observar que o sujeito está em uma relação com o objeto no campo mesmo em que se constitui como sujeito. Tal observação só toma consistência com a invenção do objeto a. Com essa nova formulação da questão, Lacan pode avançar e perguntar se a ciência comporta a experiência psicanalítica, abrindo finalmente novas vias de interrogações que apresentaremos identificando algumas maneiras de abordar o tema.

Palavras-chave


psicanálise, ciência, discurso, saber, real.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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