Sobre uma falta que o excesso não cobre: reflexões clínicas acerca de uma jovem obesa e suas relações familiares

Joana de Vilhena Novaes

Resumo


A partir da década de 80 o corpo passou a ser tema da moda, objeto de preocupação dos estudiosos e fonte de angústia para as mulheres. Em uma sociedade onde o corpo, além de objeto de consumo, passa a ser lócus privilegiado da construção identitária feminina, a relação com o próprio corpo acaba por tornar-se desprazerosa e persecutória. Tomando a gordura como um paradigma da feiúra, o caso clínico apresentado busca explicitar como as atitudes em relação à gordura agenciam subjetividades e produzem vínculos sociais até então não evidenciados, tais como a profunda exclusão social vivida pelos indivíduos obesos. Tal alijamento social provoca um profundo sofrimento psíquico freqüentemente observado na clínica com obesos.Tomando como referência a teoria psicanalítica bem como sua leitura da dinâmica familiar buscamos entender a obesidade também como um sintoma que além de buscar enunciar o que não pode ser dito aponta claramente algumas disfunções familiares.

Palavras-chave


feiúra, gordura, preconceito, sofrimento psíquico, dinâmica familiar, psicanálise

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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