O Sujeito contemporâneo: um recorte psicanalítico

Claudia Alves Jacob, Ruth Helena Pinto Cohen

Resumo


Este trabalho é uma tentativa de contextualizar a importância da cultura e do pai na constituição do sujeito. Para tal, utilizamos como pano de fundo o texto freudiano de 1913, Totem e Tabu, somado à contribuições de autores contemporâneos. Articulando a figura do pai com as polêmicas do século XXI, almejamos apresentar um recorte de seus reflexos no sujeito contemporâneo. Entendemos que os paradigmas do início do século passado justificavam a rebeldia dos jovens, mas o século XXI traz em seu cerne uma nova visão de mundo, uma mudança discursiva. Hoje, não há mais tempo para elaboração dos lutos, pois é preciso responder às exigências culturais imediatamente. O Outro que norteava o caminho até o inicio do século passado, já não é tão consistente. Segundo Lacan, o mestre antigo foi subvertido e em seu lugar encontramos o mestre contemporâneo que, ao mesmo tempo em que promete a completude, caso o sujeito consuma seus produtos, fomenta o isolamento e o sofrimento, tornando as relações humanas cada vez menos significativas; enfim, desmente a falta inerente ao homem, prometendo a felicidade total, impossível de ser atingida. Do que foi posto nos perguntamos quais serão as conseqüências de tamanhas exigências pulsionais e encontramos em Freud alguns encaminhamentos.

Palavras-chave


Contemporâneo. Pai. Laços sociais. Cultura. Discurso capitalista.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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