O homoerotismo masculino e o seu grupo familiar

João Jorge Raupp Gurgel, Júlia S. N. F. Bucher-Maluschke

Resumo


Segundo o relatório da Anistia Internacional de Direitos Humanos, a sociedade brasileira está entre as mais homofóbicas do mundo. Em decorrência deste fato, inúmeras pessoas com orientação sexual homoerótica sofrem discriminações tanto nos espaços públicos como na família. Sabedor de que a subjetividade é formada e moldada dentro destes espaços, priorizou-se neste trabalho o conhecimento de alguns aspectos da subjetividade de indivíduos do gênero masculino homoeroticamente orientados em um contexto familiar hegemonicamente heteroerótico, dando uma ênfase maior na formação e expressão dos seus sentimentos afetivo-sexuais dentro deste grupo e nas repercussões ante o sentimento de família. Indicou-se como conclusão, que os indivíduos do gênero masculino com orientação homoerótica são subjetivados nos seus sentimentos afetivo-sexuais por meio do amor romântico, porém, por pertencerem a um núcleo familiar social adverso a essa forma de subjetivação sexual, sentem conflitos, culpas e medos por quebrarem mitos e ritos familiares vivendo muitas vezes numa dinâmica do segredo familiar.

Palavras-chave


Família. Homoerotico. Orientação sexual. Subjetividade. Sofrimento psíquico.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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