“De tempos em tempos...” eis a sua família

Heidi Miriam Bertolucci Coelho

Resumo


Este artigo discorre sobre a construção da subjetividade, relacionando-a com a temporalidade das questões históricas e sociais que marcaram cada época do desenvolvimento da humanidade. Desde o homem da Antiguidade, da Idade Média, do Iluminismo e do Modernismo, assistimos as transformações que marcaram a passagem de um tempo para outro. Esse processo de evolução e revolução sempre denotou linearidade, uma linha contínua de avanços e saltos, gerando transformações na vida íntima e psíquica do homem; até então, o homem era visto como dono do mundo e a ciência em função dele. A subjetividade construída nos primórdios da modernidade tinha seus eixos constitutivos nas noções de interioridades e reflexão sobre si mesma. Em contrapartida, o que agora está em pauta é uma leitura da subjetividade em que o autocentramento se conjuga de maneira paradoxal com o valor da exterioridade. Nas últimas décadas, assistimos à constituição de uma nova cartografia do social, em que a fragmentação da subjetividade ocupa posição fundamental. Esta fragmentação é não só uma forma nova de subjetivação, mas a matéria-prima por meio da qual outras modalidades de subjetivação são forjadas. Na pós-modernidade, já não falamos de inovação e transformação impulsionadas para o bem do homem, mas, de um processo de mutação do homem e do mundo em que ele vive.

Palavras-chave


Subjetividade. Tempo. Cultura contemporânea. Família. Desenvolvimento da humanidade.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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