O Analista e a Toxicomania

Mariana Benatto Pereira da Silva, Maria Virgínia Filomena Cremasco

Resumo


O objetivo do presente trabalho é a realização de uma reflexão sobre a posição ocupada pelo psicanalista no processo de análise de indivíduos toxicômanos. A pesquisa surgiu a partir da dificuldade encontrada em entender a posição demandada por um paciente toxicômano, atendido no CET (Centro de Estudos das Toxicomanias Dr. Claude Olievenstein), da UFPR. Para elucidar as questões construídas a partir do caso recorreu-se a uma revisão de literatura psicanalítica a respeito da posição do analista e do tratamento das toxicomanias. Partiu-se da análise do Mito de Quíron, o Curador Ferido, para se entender a dimensão de “cura” que demanda do analista um lugar de “curador sempre ferido”, uma vez que a idéia presente no mito é a de que Quíron pôde se tornar um exímio curador a partir de sua própria ferida incurável. A ferida de Quíron, utilizada por ele como um recurso para entender o sofrimento dos que curava, foi relacionada ao processo de transferência presente em uma análise. Nesse artigo é elucidado o processo vivenciado pelo analista do ‘deixa-se afetar’ pelo sofrimento alheio como uma possibilidade de vinculação analítica para o toxicômano.

Palavras-chave


Clínica psicanalítica. Toxicomania. Analista. Psicanálise. Mitologia.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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