Haiti, país mal dito

Christina Sutter

Resumo


O presente ensaio pretende compartilhar uma reflexão crítica construída durante um período no Haiti, antes do advento do terremoto, em que a autora participou de uma missão médica humanitária. Em face do Haiti ao vivo, questiona-se a imagem superficial que a opinião pública possui sobre o país, ignorandose tanto o estado de degradação humana em que se encontra a nação – parcialmente revelada ao mundo depois do terremoto – quanto as forças políticas e interesses econômicos internacionais que provocaram e sustentam esta realidade. Faz-se uma reflexão sobre os processos mistificadores, dos quais participam as agências internacionais de notícias, e sobre o mal político que historicamente tem mantido esta população em um estado de abandono e exploração, bem como em um estado perpétuo de sofrimento psíquico e humano extremo muito além da noção de mal-estar. A partir do contexto haitiano, apontam-se também os mecanismos que culpabilizam unicamente as nações pobres pelos seus males, ocultando os verdadeiros violadores dos direitos humanos e econômicos.

Palavras-chave


Haiti. Processos mistificadores. Sofrimento humano extremo. Mal político. Mal-estar.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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