O trabalho, a repressão e o mal-estar do trabalhador: algumas reflexões

Marilene Zazula Beatriz

Resumo


O desemprego tem sido uma das questões que provocam tanto no indivíduo quanto nos grupos sociais (empregados formalmente ou não) aumento considerável de ansiedade, o que diminui a possibilidade destes de articularem críticas com a finalidade de repensar e buscar outras formas de sociedade capazes de, efetivamente, propiciar a liberdade e não o aprisionamento do ser humano a questões de sobrevivência. Este artigo pretende mostrar como o trabalho tomou lugar central na sociedade, mais especificamente o emprego – trabalho com vínculo empregatício ou carteira assinada, típico do modo de produção capitalista – e acabou tornando-se umas das grandes mazelas da sociedade contemporânea. Pretende também mostrar esse movimento na história do Brasil, desde a sua colonização até a chamada sociedade do conhecimento e da informação, e o papel da repressão dos desejos do ser humano, baseados em Freud e Marcuse, em relação à formação dessa sociedade. Além disso, o mal-estar do trabalhador que, sob o manto dos acontecimentos contemporâneos, e baseados nos conhecimentos de Dejours, traz a tona importantes percepções sobre o sequestro da subjetividade desse trabalhador. Encerra-se o artigo com algumas reflexões sobre se o ser humano fará uma análise mais complexa do real momento que passa, com o objetivo de buscar mudanças reais e concretas.

Palavras-chave


Trabalho assalariado. Desemprego. Repressão. Trabalhador. Trabalho.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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