Toxicomania e suicídio sob uma visão psicanalítica

Monia Karine Azevedo, Giuliana de Oliveira Marson Teixeira

Resumo


Qual a relação entre o suicídio e a toxicomania na contemporaneidade para a psicanálise? Este questionamento surgiu a partir de uma experiência de escuta analítica com toxicômanos. Oportunidade esta em que foram trazidas diversas vezes pelos usuários abusivos suas ideações e/ou tentativas malsucedidas de suicídio. Desta forma, buscou-se com este artigo realizar um levantamento bibliográfico de cunho psicanalítico de modo a lograr uma compreensão sobre a adição às drogas e o ato suicida, e as questões que possam ser comuns a ambos assuntos. Explorou-se a obra Freudiana “O mal-estar na civilização” e levantou-se questões a respeito do gozo, desamparo e mal-estar; ainda, autores como Joel Birman e Jesús Santiago para uma compreensão da apresentação do sujeito contemporâneo. Chegou-se ao denominador comum da precariedade simbólica dos sujeitos contemporâneos devido à falência do legislador, o que resulta em uma dificuldade em lidar com o excesso de dimensões traumáticas ao qual estão expostos na pós-modernidade, e, assim, recorrem ao uso de substâncias artificiais como forma de obter uma descarga temporária e mesmo lograr um prazer “por baixo” do simbólico; ou, ainda, fazem uso de um recurso extremo, o suicídio – um ato final e infalível na solução do problema do mal-estar.

Palavras-chave


Mal-Estar. Passagem Ao Ato. Toxicomania. Suicídio. Pós-Modernidade.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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