Pós-Modernidade e Mercado Informal de Drogas Ilegais: O Jovem na Criminalidade

Jacqueline de Oliveira Moreira, Andréa Máris Campos Guerra, Domingos Barroso da Costa

Resumo


No presente texto, discute a inserção de jovens – moradores de territórios com alto índice de criminalidade violenta – no mercado informal de drogas ilegais. Essa discussão representa um resultado parcial da pesquisa “A construção do laço social de jovens moradores de territórios com alto índice de criminalidade violenta”. Neste ensaio, a partir de fragmentos das falas dos jovens, discute-se a sua vinculação com o mercado das drogas, articulando os temas do hedonismo, do individualismo e do consumismo. Pensa-se que o quadro social atual condiciona os sujeitos a uma postura de alienação e de descompromisso uns com os outros. Soma-se a esse quadro a situação economicamente instável dos jovens em estudo. Foi possível evidenciar, por meio de relatos no âmbito da pesquisa, o ócio, a falta de oportunidades, o fator econômico, o hedonismo e o consumismo como elementos determinantes do condicionamento da entrada no tráfico de drogas. A invisibilidade desses atores sociais transformase em reconhecimento social, o que, somado aos privilégios financeiros obtidos com maior rapidez, fortalece a decisão pelo crime. A visibilidade imediata e ruidosa é alcançada por meio do poder e temor provocados pela ostentação de armas, as quais canalizam uma revolta insignificada, porque despida da capacidade de transformação política, social e até mesmo subjetiva. Sem ter consciência disso e acreditando que a violência traz visibilidade, a massa de jovens já marginalizados que ingressa na criminalidade faz justamente o que um sistema preestabelecido deles espera, pronto para absorvê-los e, assim, confirmar sua posição marginal.

Palavras-chave


Juventude, pós-modernidade, criminalidade.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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