Vivência de Dor e Pulsão de Morte na Teoria Freudiana do Aparelho Psíquico e das Neuroses

Fátima Caropreso

Resumo


No início da teoria freudiana sobre o aparelho psíquico e as neuroses, duas vivências são pensadas como estruturantes do funcionamento psíquico normal e patológico: a vivência de satisfação e a vivência de dor, respectivamente. Em um segundo momento, o papel da vivência de dor é minimizado e a vivência de satisfação passa a constituir o fundamento principal a partir do qual o desenvolvimento do psiquismo transcorreria. Contudo, a partir de “Além do princípio do prazer” (1920), não apenas a vivência de dor é retomada em outro contexto e outro plano de significação, como passa a ser considerada a experiência primordial no psiquismo. Essa retomada da vivência de dor – que a partir de 1920 passa a ser chamada de “trauma” – está associada à formulação dos conceitos de compulsão à repetição e pulsão de morte. Em “Inibições, sintomas e ansiedade” (1926), Freud volta a situar o trauma na origem das neuroses e, em “Análise terminável e interminável” (1937), reflete sobre o papel desempenhado pela pulsão de morte, tanto na etiologia das neuroses como nos obstáculos enfrentados pela terapia psicanalítica. O objetivo deste artigo é discutir algumas das modificações nas hipóteses freudianas sobre a constituição do aparelho psíquico e a etiologia das neuroses, que parecem decorrer dessa retomada da vivência de dor e da introdução do conceito de pulsão de morte.

Palavras-chave


Psicanálise freudiana, Metapsicologia, Vivência de dor, Pulsão de morte, Aparelho psíquico.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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