Crack: Uma Abordagem Psicanalítica de seu Consumo entre Crianças e Adolescentes em Situação de Rua

Cláudia Henschel de Lima, Adilson Pimentel Valentim, Carlos Emmanuel da F. Rocha, Natália Ferreira Rodrigues

Resumo


O objetivo geral deste artigo foi abordar o consumo de crack em crianças e adolescentes em situação de rua a partir do marco teórico da psicanálise. Delimitou-se como criança e adolescente em situação de rua, aquele que, com ou sem laço familiar, vive parte de seu tempo na rua sem a supervisão de um adulto que se responsabilize por ele. Foram isolados problemas decorrentes da situação de viver na rua - desnutrição, exploração do trabalho infantil, violência sexual, uso abusivo de drogas – e as modificações características da passagem da infância para a adolescência, que consolidam o acesso à vida adulta. Determinou-se, ao longo da argumentação teórica e dos dados empíricos obtidos a partir de pesquisa bibliográfica, que o desencadeamento do consumo de drogas, em especial o crack, na passagem da infância para a adolescência, se dá pelo processo de desvalorização social, de perda fálica associada ao lugar de resto, de refugo, que se instala na camada mais pobre da população brasileira, e que acaba por se transmitir para a criança. A partir dessas considerações, defendeu-se a hipótese de que o consumo abusivo de crack está diretamente associado à ausência de recursos subjetivos – promovidos pela baixa operatividade da função paterna – para lidar com as mudanças típicas desse tempo da constituição do sujeito.

Palavras-chave


drogas, população infanto-juvenil de rua, refugo, Nome-do-Pai, psicanálise

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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