Maternidade e Poder

Danielle Ferreira Gomes Moura

Resumo


Neste trabalho, abordamos a função materna, ressaltando a sua dimensão de poderio a partir do referencial teórico-clínico da psicanálise, a fim de discutir seus efeitos sobre o sujeito em constituição. Para isto, nos utilizamos, fundamentalmente, das construções teóricas de Freud e de Lacan, bem como de contribuições significativas de outros autores psicanalistas nesta temática. Introduzimos, inicialmente, a concepção de sujeito e sua constituição a partir da teoria freudiana do Complexo de Édipo e das operações simbólicas, denominadas por Lacan, de alienação e separação. Preconizamos, no campo do feminino, a relação da mulher com a castração e a ausência da inscrição do significante de seu sexo no inconsciente, com o intuito de analisar as suas implicações no que diz respeito à maternidade. A partir dessa discussão, discorremos sobre o lugar subjetivo que é auferido à criança e suas implicações subjetivas. Abordamos a interdição da figura paterna destacando sua função no que concerne à emergência do desejo do lado do Outro materno e do sujeito em constituição, ressaltando assim seu papel estruturante. Articulamos ainda a função da maternidade e o conceito de amor, ressaltando o seu caráter ambivalente. Destacamos o desejo como balizador da experiência da maternidade e enfocamos a relação entre o materno e o gozo, a fim de pontuar os possíveis efeitos nocivos sobre o pequeno ser em constituição.

Palavras-chave


Maternidade, Poder, Castração, Amor, Desejo, Gozo.

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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