Drogas, Biopolítica e Subjetividade: Interfaces entre Psicanálise e Genealogia

Raul Max Lucas da Costa, Leonardo José Barreira Danziato

Resumo


Nos tempos antigos, o consumo de drogas consistia numa prática cultural marcada por prédicas dietéticas. Contudo, na Época Moderna as drogas tornaram-se objetos do capitalismo mercantilista e em seguida sua produção inovada e ampliada a partir das operações técnicas e científicas no século XIX. No século XX, o controle biopolítico sobre os psicoativos levou a medicalização e a criminalização de seu consumo. Neste artigo objetivamos analisar os efeitos subjetivos da biopolítica das drogas. Buscaremos uma aproximação da teoria lacaniana dos discursos com a genealogia foucaultiana. Constatamos que a produção subjetiva do toxicômano foi contemporânea a produção do homo oeconomicus representando o seu avesso. A categoria toxicômano constituiu-se na fronteira entre a medicina e o direito, legitimando intervenções policiais e higienistas próprias do “Estado de Exceção”. Concluímos que a capitalização e a fabricação tecnocientífica das drogas e seu agenciamento biopolítico estão em função do dispositivo de gozo próprio da pós-modernidade.

Palavras-chave


biopolítica, toxicomania, subjetividade, psicanálise e discurso

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.15.3.417-427

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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