Psicanálise e Literatura: Thomas Ogden e a Poesia de Robert Frost

Lucia Beatriz Pitanguy Sampaio, Maria Inês Garcia de Freitas Bittencourt

Resumo


Convidamos você a dialogar com psicanálise e poesia através da leitura de Thomas Ogden e Robert Frost. Com Ogden, bom leitor de Bion, Winnicott e Frost, observamos a instrumentalização do aparelho de pensar com formas criadas na experiência de leitura a partir da interseção com as formas de pensar do escritor. Em Frost, pescamos os sons vivos do discurso, sobressons que reverberam o som do sentido na voz do outro que nos constitui. Este caminhar partilhado com a voz do outro que a imersão em uma obra literária proporciona é experiência cultural de aliveness por excelência. Compreendendo o corpo como locus da experiência e a voz como contorno psíquico, consideramos que os devaneios poéticos apontam para a ideia de que a arte, assim como a verdade, é uma construção que tem como referências as experiências de criador e observador – na literatura, da dupla escritor e leitor. Partindo de alguns conceitos elaborados por Ogden na leitura de poemas de Frost, enfatizamos neste artigo o ato de ler como um encontro que abre portais imaginários para muito além da dimensão intelectual.


Palavras-chave


psicanálise; literatura; Ogden; Frost; voz; sons vivos do discurso.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.16.2.71-81

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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