Representações Sociais do Trabalho Informal para Trabalhadores por Conta Própria

Tatiana de Lucena Torres, Pedro F. Bendassolli, Fellipe Coelho Lima, Daniele de Souza Paulino, Ana Paula Freitas Fernandes

Resumo


Estima-se que um terço da população brasileira desempenha atividades informais. Essa modalidade de trabalho envolve questões psicossociais e ideológicas específicas, como também representações sociais. O presente estudo objetiva caracterizar as representações sociais do trabalho informal para trabalhadores que estão inseridos nesse tipo de atividade, além de suas práticas sociais e identitárias, considerando a perspectiva da Teoria das Representações Sociais (TRS). O estudo foi exploratório e descritivo, circunscrito na abordagem qualitativa, com a participação de dez trabalhadores, os quais foram entrevistados de forma não diretiva. As narrativas foram analisadas com auxílio do IRAMUTEQ, um software de análise textual. Foi possível identificar três diferentes eixos representacionais: (a) história de vida e laboral, (b) intergeracionalidade da informalidade e (c) liberdade e precariedade do trabalho. As representações sociais do trabalho informal apresentam perspectiva hegemônica, mas também traduzem a atividade de trabalho como algo do humano, que identifica os trabalhadores, e que é insubstituível.


Palavras-chave


representação social; trabalho informal; psicologia do trabalho.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.rs.v18i3.7453

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