No Início do Caminho tinha um Furo: Sujeito, Linguagem e Figuração do Real

Keylla Barbosa, Thalita Camargo Angelucci

Resumo


O presente artigo visa discutir as concepções de sujeito, linguagem, discurso e figuração do real como estando intimamente ligadas e articuladas pela noção lacaniana de furo (trou). Apesar de essa última noção ser explicitada tardiamente dentro do ensino desse psicanalista, podemos encontrar outras indicações do que seria esse furo estrutural desde o início de suas elaborações. A partir do estabelecimento de uma hipótese sobre uma falta de ordem simbólico-estrutural no nível da linguagem, iremos aproximá-la ao conceito de ato discursivo proposto por Benveniste. Sabemos que esses dois autores - Benveniste e Lacan - travaram um extenso diálogo ao longo da construção de suas ideias. Porém, aqui, nosso objetivo será demonstrar como as concepções de linguagem e realidade desses autores nos levam, irremediavelmente, à seguinte hipótese: não é porque o mundo é dizível que a linguagem existe, mas, ao contrário, é a linguagem que torna o mundo indizível, pois nela própria está a impossibilidade de dizê-lo.

Palavras-chave


linguagem; furo; discurso; real; simbólico.

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DOI: https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v21i2.e10888

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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