Consumir e Consumir-se: Gozo e Capitalismo na Contemporaneidade

Luiz Felipe Lima Pereira, Talita Miranda da Silva, Daniela Paula do Couto, Mardem Leandro Silva

Resumo


Em tempos de um capitalismo fluido e que se retroalimenta ideologicamente, em que a pretensa necessidade do consumo desenfreado de objetos de desejo aponta para a promessa da conquista de um gozo irrestrito, a herança do ensino e da clínica de Lacan, sustentada por seu retorno a Freud, reafirma-se como um poderoso instrumento de análise, crítica e desalienação social. A partir disso, o presente artigo pretende analisar criticamente, por meio da proposição lacaniana dos discursos e do laço social, a recente cultura do consumo e o papel planejado da frustração do gozo nas relações sociais e de mercado, além da influência desses elementos como produtores de subjetividade. O fenômeno do consumo excessivo se torna altamente relevante por tomar grandes proporções na constituição do sujeito da pós-modernidade, fazendo-se indispensável para uma análise das relações sociais, econômicas e culturais na contemporaneidade.

Palavras-chave


desejo; frustração; gozo; consumismo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.rs.v19i3.e7400

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Revista Subjetividades, Fortaleza - Ceará- Brasil – E-ISSN: 2359-0777

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